terça-feira, 8 de abril de 2014

Mega Drive contra Super Nintendo - A Guerra dos 16 bits bons tempos dos games.

Nascimento do Mega Drive:


(Primeiro mega)

Contar a história do Mega Drive é como contar a história da própria Sega. Tudo começou com o domínio da Nintendo com seu estrondoso sucesso Famicom/Nes (o nintendinho 8 bits), vendendo dezenas de unidades desse console (para desespero dos amantes de micros). Poucas eram as indústrias que ousavam peitar a Nintendo em seu reinado, isso até surgir a Sega, até então pioneira em jogos de arcade (os fliperamas), com um sucesso bastante razoável no mercado.

A Sega então lança o seu videogame de 8 bits para concorrer com o NES, o Master System, um sistema tecnicamente superior ao da sua rival. Porém com a (relativa) derrota do Master para o Nintendo (relativa pois o Master se saiu bem em alguns lugares, como a Europa e o Brasil.

A Sega precisava de uma resposta rápida e firme para contra-atacar e ao mesmo tempo atender ao exigente mercado consumidor. Foi assim que nasceu o Mega Drive, o primeiro videogame de 16 Bits da história. Dentro da Sega, o console era conhecido como “MK-1601“, mas o chefão da Sega, Hayao Nakayama, resolveu batiza-lo de “Mega Drive“, que representava superioridade (Mega) e velocidade (Drive). Então combinando essas duas palavras, seria mais atrativo para as crianças, pais e outros consumidores do que o “MK-1601″.

A Sega aprendeu com o seu Master System e prometeu aos consumidores um console inovador. Dito e feito. Lançado em 29 de Outubro de 1988 no Japão, o console contava com um visual moderno e preto (o nintendo era cinza), com um botão azul , controles anatômicos muito confortáveis (até hoje muito elogiado), era uma inovação e tanto, com capacidade gráfica e sonora compatíveis aos dos arcades da época. Equipado com uma placa semelhante aos dos arcades System 16 (placa que a Sega usava na época), um processador 68000 da Motorola muito poderoso (o mesmo dos micros Amiga e Macintosh) e um co-processador Z-80 (responsável para o uso de adaptador para jogos de Master System), com a fantástica velocidade de 7,67 Mhz (muito rápido para a época) foi o suficiente para ganhar a atenção dos gamemaníacos. Assim, foi fácil converter para o uso doméstico jogos clássicos de arcade para o Mega Drive, como Golden Axe, Space Harrier 2, Thunder Blade, Shinobi, entre outros, e mostrava claramente como o sistema podia fazer ótimas conversões.

O Mega Drive não teve uma carreira muito longa no Japão (provavelmente pela falta de rpgs), entretanto a história em outros países era diferente, o console dominava o mercado americano e europeu, e inclusive no Brasil, lançado pela Tec Toy, com aproximadamente 75% do mercado brasileiro. Lançado nos EUA com o nome de Genesis (o nome Mega Drive já estava registrado por lá) que significa “renascimento” ou “um novo começo” e com uma grande campanha de marketing, excelentes jogos sendo lançados (principalmente pela própria Sega), e finalmente a Sega contando com o apoio de softhouses de renome (o que não acontecia na época do Master System), como a Konami, a Capcom, Hudson, Tecnosoft, Namco, entre outras.
A estratégia adotada de lançar o Genesis rapidamente no mercado americano resultou em um domínio quase que absoluto do mercado de 16 Bits.

Nascimento do Super nintendo:


(Console americano e o japones)

A Nintendo, pela primeira vez na sua história se viu ameaçada. Apesar de ter 90% do mercado com o Nes, estava perdendo terreno para o novo mercado de 16 Bits que a Sega iniciou. A Nintendo precisava de um sucessor para o seu aclamado console de 8 Bits, para enfrentar a nova ameaça do console negro.

Masayuki Uemura, o mesmo homem por trás do desenvolvimento do Famicom(nintendinho) anos atrás, foi chamado para encabeçar a equipe que deveria desenvolver o videogame da próxima geração. E assim, no final de 1990, seria lançado no Japão o Super Famicom, que logo se tornou um sucesso. O console, por ser quase 2 anos mais novo que o concorrente, possuía gráficos e efeitos audiovisuais bem mais sofisticados que o rival. Ele conseguia colocar até 256 cores simultaneamente na tela, de uma paleta de mais de 32.000 cores; movimentava sprites com efeitos de rotação, zoom e transparência; seu controle, apesar de não ser tão anatômico como o do Mega Drive, tinha 8 botões.

A placa de som também era poderosa, provavelmente a maior diferença entre o Super Famicom e o Mega Drive. Durante o desenvolvimento do console, a Nintendo queria um chip de som muito superior a do Mega Drive, um sintetizador-FM da Yamaha, considerado bem avançado até então (era muito superior ao do Nes 8 bits). Para combater as limitações da Sega, a Nintendo teve que terceirizar os serviços, pois o trabalho estava além das suas habilidades. Para isso a empresa contactou a Sony para produzir o chip de audio para o Super Famicom, porém a Sony naquela época não se interessava por videogames e recusou o trabalho. Porém, um dos engenheiros da Sony viu aí uma boa oportunidade. Seu nome era Ken Kutaragi.

Kutaragi começou a trabalhar em segredo com a Nintendo, sem os seus patrões da $ony desconfiarem. Assim, foi Kutaragi quem desenvolveu o processador de audio que a Nintendo estava procurando, um Sony SPC700, capaz de fazer trilhas sonoras maravilhosas, como o do game Actraiser. Os executivos da Sony, claro, não gostaram do uso não autorizado de seus recursos. O emprego de Kutaragi estava por um fio, quando então a Nintendo ofereceu um lucrativo acordo pelo chip de som, que a Sony logo concordou. Assim, a Sony ganhou muito dinheiro através da Nintendo e Kutaragi provou aos seus patrões que o mercado de videogames podia sim ser muito lucrativo.Esse foi o pontapé inicial para que a Sony entrasse no mercado de videogames.

Mas o poderoso videogame tinha um calcanhar de aquiles: o seu processador era muito lento, que rodava a apenas 3,57 MHz e ocasionava constantes slowdowns em vários jogos.
Perdia de feio para o Mega Drive, que rodava a 7,67 MHz. Pode parecer pouca coisa, mas isso faria a diferença para o tipo de jogos lançado para cada console. O Super Famicom rodaria os RPGs (o gênero preferido dos japoneses, por isso o grande sucesso no Japão) com maior facilidade, pois são jogos “lentos” que não necessitavam tanto do processador.

A guerra:

A Nintendo cometeu um erro estratégico, e demorou a lançar o videogame no mercado americano. Apenas no final de 1991, quase três anos depois do lançamento do Genesis em solo americano, é que o então Super Nintendo Entertainment System chegaria às lojas americanas, com um novo visual lembrando uma caixa de sapatos e na cor branca, seguindo o padrão do antecessor. Foi inicialmente vendido por US$ 200 e vinha acompanhado do jogo Super Mario World. Na Europa foi lançado algumas semanas depois e aqui na América do Sul só importando, (só em 1993 ele viria para o Brasil pela Playtronic).

A Nintendo ganhava dinheiro com o seu 8 Bits, mas estava custando para embarcar nesse novo mercado. Teve o lançamento do Super Nintendo adiado diversas vezes e quando finalmente foi lançado, não causou grandes abalos nas vendas do Mega Drive, e foi nos anos 90 que o Mega Drive conheceu toda a sua glória, superando o seu rival Super Nintendo por uma boa margem, assim a Sega dava o troco na Nintendo, pois apesar do Super Nes ser tecnicamente mais poderoso que o Mega, este contava com jogos bem mais carismáticos, variados e em grande quantidade.



Foi então que a Nintendo levou o golpe mais duro da Sega, na forma de um ouriço azul: Sonic The Hedgehoc. Sega joga pesado e coloca o carismático personagem para competir com o Super Nintendo. E não é que o ouriço deu um cacete no Snes e no velho Mário? A Sonic-mania espalhou-se pelo mundo com o jogo de ação supremo, ajudando a Sega a continuar a vender seu 16 Bits com uma larga vantagem. Daquele jeito, nem com 500 Super Marios o Super Nintendo podia chegar perto.

E a Nintendo teve que engolir um segundo lugar, mas ela não ia deixar barato, jamais entregaria assim a liderança do mercado americano e europeu. A rivalidade entre as duas empresas cresceu como nunca, e Nintendo e Sega produziram o que é provavelmente a mais notória guerra de consoles da história. Gamers se dividiam entre uma ou outra (os fãs mais fanáticos, os mais espertos tinham os dois consoles). A guerra acabou indo parar nas mãos dos games, tanto uma quanto outra lançavam games cada vez melhores. Até que, um certo dia, a Nintendo viu uma luz no fim do túnel…



Em 1992 veio a salvação do Super Nintendo graças à Capcom, que lançaria para o console o seu já consagrado game de arcade Street Fighter II, em uma conversão mais do que perfeita para o console da Nintendo.

Finalmente o Super Nintendo começou a decolar no ocidente, no Japão ele já dominava o mercado, agora faltava o resto do mundo. Mas a Sega estava preparada e contra-atacou com excelentes jogos para o Mega Drive, como Sonic 2 e Streets of Rage 2, além de que Street Fighter 2 sairia para Mega Drive um tempo depois.

A Nintendo ainda tinha que engolir o segundo lugar, mas desta vez estava mais próxima. A Sega possuía 56% do mercado contra 44% da Nintendo. O mercado estava completamente dividido entre as duas empresas e a guerra tinha chegado ao seu ápice. Foi então que surgiu, em 1994, a arma secreta da Nintendo que a colocaria novamente ao topo. Um personagem já esquecido seria ressuscitado e faria que o Super Nintendo assumisse a liderança do mercado dos 16 Bits…

Em 1991 a empresa Rare lança para o nintendinho o game Battletoads, game com sapos guerreiros anabolisados, que rapidamente virou um grande sucesso. O jogo seria relançado para o Super Nintendo em 1993, com o nome de Battletoads in Battlemaniacs. Depois disso a empresa tomou chá de sumiço. Durante esse tempo ela estava investindo em estações gráficas da Silicon Graphic, permitindo a ela a criação de uma nova tecnologia, a ACM (Advanced Computer Modeling). Essa nova tecnologia permitiu o desenvolvimento de gráficos de qualidade incrível para o Super Nintendo. A Big N, impressionada com os resultados, propôs que a Rare escolhesse um personagem da empresa para a criação de um game usando a nova tecnologia. O escolhido foi Donkey Kong.

Sega CD VS "Playstation" da Nintendo?


Os jogos fizeram do Mega Drive um sucesso, mais além deles também tivemos os aditivos. O mais famoso add-on é o Mega CD (ou Sega CD). Com um processador ainda mais rápido, novos chips de som (mais 3 canais de som), melhor processamento gráfico (efeitos especiais de zoom, rotação, etc) e o uso da então inovadora multimídia de jogos em CD, o aparato chegou para deixar o Mega Drive ainda mais competitivo. Seu único defeito foi não aumentar a palheta de cores do Mega Drive. As vendas foram excelentes inicialmente, especialmente no mercado americano e europeu, graças a grande expectativa em torno da novatecnologia (apesar de já existir no mercado o PC-Engine, que também usava o CD-Rom).

Com o lançamento do Sega CD para o Mega Drive a Nintendo rapidamente tomou medidas para lançar um leitor de CDs para o Super Nintendo. Para tal propósito ela firmou um contrato com a Sony para a criação do aparato para o seu 16 Bits. Lembram do Ken Kutaragi, o responsável pelo chip de som do Super Nintendo? Ele ficou novamente encarregado da tarefa, de agora criar um CD-Rom para o Snes. Ele foi batizado na época de Super Disc, que rodaria jogos em cartucho do Super Nintendo e jogos em CD, assim como o Mega Drive e Sega CD.

Porém durante o projeto houve discordâncias entre as empresas. A Sony queria uma porcentagem das vendas do aparelho e games, que agora fora renomeado de Play Station, que a Nintendo não aceitou. Resumindo, A Sony queria controle total dos games feito para o aparelho e usar a base do Super Nintendo para entrar no mercado de videogames.

A Sony então anuncia que havia conseguido os direitos de distribuição do novo aparelho. A Nintendo não gostou nada da notícia (a Big N é famosa por querer ter o controle de tudo) e no dia seguinte do anúncio da Sony, a Nintendo foi a público fazer o seu próprio anúncio, mas ao invés de firmar o pacto com a Sony como todos esperavam, disse que estava criando um leitor de CDs para o Super Nintendo com a Phillips. A Sony não gostou e as duas cortaram relações de vez, porém a Sony continuou o seu projeto do Play Station, que foi lançado em 1994, totalmente remodelado e sem nenhum laço com a Nintendo. A Nintendo tentou medidas judiciais para impedir o lançamento e a fabricação, mas perdeu em várias instâncias nos Estados Unidos e Japão. A Big N acabou fazendo dois rivais nessa história, a Sony que jurou vingança e a coitadinha da Phillips, que não passou de um mero peão na briga entre as duas gigantes.

Ironicamente, o PlayStation dominou o mercado, que antes pertencia à Sega e à Nintendo, tornando-se o videogame mais vendido da história até então (mais de 100 milhões de consoles vendidos). Essa a Nintendo teve que engolir no seco, deve estar entalado na garganta até hoje.

E o acordo entre a Nintendo e a Phillips também não deu em nada, ou melhor, resultou sim, no CD-i, um aparelho interativo que não agradou muito, mas que foi lançado apenas pela Phillips, que ganhou também o direito de lançar alguns games da Nintendo para o console (um Mario e três Zeldas, todos muito ruins e ignorados pela Nintendo).

Com esses rolos na produção de um periférico de Cd para o Super Famicom, a Nintendo acabou desistindo, mas encontrou uma outra solução mais prática e barata, o chip Super FX, que turbinava os gráficos do console para gerar gráficos 3D. Apesar de na época ser super marketeado, alguns jogos foram lançados com esse chip, mas somente dois realmente fizeram sucesso: Star Fox, lançado em 1993 e Super Mario World 2, de 1995. Outros chips foram produzidos e usados em games que fizeram sucesso, como os jogos Mega Man X2 e X2, Street Fighter Alpha 2 e Super Mario RPG.

Desfecho:

Depois disso as vendas do Mega Drive foram decaindo e o Super-Nes já abocanhava boa parte do mercado também, graças a grande quantidade de RPGs que eram lançadas para o console (o ponto fraco do Mega Drive). Como os RPGs exigiam menos do poder de processamento, diferente dos jogos rápidos de plataforma ou de esportes (o ponto forte do Mega), então a Nintendo podia impressionar com efeitos audiovisuais. Mas engana-se quem pensa que o Mega não tinha bons RPGs, jogos como Landstalker, Solei (também conhecido como Crusader Of Centy), a série Phantasy Star, Shining Force, Beyond Oasis, Arcus Odyssey são bons exemplos de excelentes RPGs para o console

Em 1994 a Rare iria surpreender o mundo ao lançar Donkey Kong Country para o Super Nintendo. O jogo era revolucionário, mostrava gráficos que até então jogo nenhum havia conseguido reproduzir em 16 Bits: gráficos pré-renderizados 3D em um console 2D. O jogo foi o maior sucesso, as vendas do Super Nintendo dispararam, e finalmente a Nintendo consegue recuperar seu primeiro lugar no mercado de 16 Bits. Mais dois jogos do DK foram lançados para o Super Nintendo, mas não chegaram a impressionar tanto como o primeiro, afinal já estávamos entrando na era dos 32 Bits.

Em 1995 Nakayama tomou uma decisão, que para muitos estudiosos do assunto, foi o maior erro tático da Sega que lhe custou bilhões de dólares: a Sega iria parar com a produção do mercado de 16 Bits, ou seja, a linha do Mega Drive, para se concentrar apenas no Saturn, seu novo videogame de 32 Bits.
E com a demissão do chefão da Sega of America, Tom Kalinske (grande estrategista e o principal responsável pelo sucesso da Sega nos EUA), não ficou difícil para a Nintendo dominar rapidamente o mercado transformando o Super Nintendo o 16 Bits mais vendido na história.

O surgimento do Super Nintendo foi responsável pela mais notória e histórica guerra dos videogames, com as duas empresas, Sega e Nintendo, fazendo de tudo para agradar aos consumidores, que ganhavam cada vez mais jogos melhores e melhores. No final das contas foi uma guerra “saudável” e quem venceu? Considerando que o Snes virou o jogo no segundo tempo (mas isso não apaga os milhões de Mega Drive vendidos até então) ele não fez feio. Quem realmente ganhou mesmo foi o público consumidor. Quem viveu naquela época jamais vai esquecer os comerciais, as capas de revistas com as mascotes das empresas, entre outras coisas.

O Super Nintendo fez história no mundo e conquistou uma legião de fãs em toda parte, inclusive aqui no Brasil. Muitos consideram o console como o melhor já feito pela empresa, com a melhor lista de jogos que nenhum de seus sucessores conseguiu superar. O 16 Bits mais vendido na história, com aproximadamente 45 milhões de unidades vendidas em todo o mundo.

O Mega Drive ainda sobreviveu até 1998 na Europa e aqui na América do Sul, mesmo sem o apoio da Sega, a Tec Toy hoje é a única empresa do mundo a fabricar e vender os consoles Master System e Mega Drive, cada um com mais de 2 milhões de unidades vendidas aqui no Brasil.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Master System x NES: veja a comparação entre os consoles 8 bits



Master System x NES: veja a comparação entre os consoles 8 bits

Uma das primeiras batalhas entre empresas do ramo de games foi travada por Nintendo e Sega há 30 anos, em 15 de julho de 1983, data em que ambas as empresas lançaram seus consoles de 8-bits no Japão. Era o início da terceira geração de videogames. Veja como foi essa guerra entre os consoles e as diferenças entre eles:
NES X Master: veja as diferenças entre os consoles 8 bits (Foto: Reprodução / TechTudo)NES X Master: veja as diferenças entre os consoles 8 bits (Foto: Reprodução)
Onde tudo começou
O Nintendinho (NES) chegou ao mercado japonês como Family Computer, ou Famicom, e vendeu 500 mil unidades em pouco menos de dois meses. Feito inédito para a época. Coincidência ou não, a Sega lançou exatamente no mesmo dia sua primeira aposta no mercado de consoles: o SG-1000, que pode ser considerado como um embrião do futuro Master System, já que possuia arquitetura e configuração semelhante.
Porém, o jornalista David Sheff, autor de Os Mestres do Jogo (Game Over, no original, uma das bíblias dos games), relata que o sucesso estrondoso da Nintendo desbancou qualquer adversário. O MSX, por exemplo, era grande sucesso no Japão na época, mas passou a ser comercializado como microcomputador para evitar a concorrência com o Nintendinho. Caminho semelhante foi tomado pela Sega, que lançou o SG-3000 equipado até com teclado e voltado aos iniciantes da informática.
A história começou a mudar em outubro de 1985 com o lançamento japonês do Sega Mark III, sistema que seria comercializado como Master System na maior parte dos países. Aceita a missão de brigar por espaço com a Nintendo, a Sega investiu em mercados que sua concorrente não deu atenção: América Latina, Oceania e países europeus com menos poderio econômico, como Grécia, Polônia e Portugal. A estratégia era dar aos jogadores desses países garantia, qualidade, suporte e até localização e lançamentos regionais. O tiro foi certeiro, e a partir daí, a briga começou de vez!

Algo que não faltou na longa vida do Master System foram diferentes modelos (Foto: wikipedia.org / Reprodução: Rafael Monteiro) (Foto: Algo que não faltou na longa vida do Master System foram diferentes modelos (Foto: wikipedia.org / Reprodução: Rafael Monteiro))Algo que não faltou na longa vida do Master System foram diferentes modelos (Foto: Reprodução)
Hardware
Inicialmente, pensado como um computador, a configuração do Master System usava componentes de mercado, mas era bem superior a do NES. O processador NEC 780C, meramente um clone do chip militar norte-americano Zilog Z80, tinha capacidade de 3,54MHz, enquanto o console da Nintendo contava com um processador Ricoh 2A03 desenvolvido exclusivamente para o NES, com capacidade 1,66MHz.
A console da Sega também saía na frente com 8KB de memória RAM e 16KB de memória dedicada à geração de imagens, enquanto o NES tinha apenas 2KB para RAM e 2KB para vídeo. São números absurdos se pensarmos nos padrões atuais, mas à época os dois consoles tinham capacidade suficiente humilhar o hardware do outrora popular Atari 2600.
Essa superioridade do Master System perante ao NES também explicaria a sobrevida que o console teve nos anos 90, recebendo grandes sucessos da época como Street Fighter 2 e Mortal Kombat, impensáveis no console da Nintendo, ao menos oficialmente.

Mesmo limitado, Mortal Kombat foi lançado no Master System, que era mais poderoso (Foto: Reprodução/TechTudo) (Foto: Mesmo limitado, Mortal Kombat foi lançado no Master System, que era mais poderoso (Foto: Reprodução/TechTudo))Mesmo limitado, Mortal Kombat foi lançado no Master System, que era mais poderoso (Foto:)


Os dois consoles foram lançados no Brasil, mas em épocas muito diferentes. O Master System chegou em 1989, no auge de sua era, numa empreitada da fabricante de brinquedos eletrônicos TecToy. A iniciativa se mostrou um grande sucesso, com suporte e distribuição do aparelho e jogos garantidos do Oiapoque ao Chuí.
Enquanto o Master System teve no Brasil seu maior mercado em todo mundo, o NES chegou aqui de forma bem menos prestigiosa, via clones fabricados por empresas nacionais que se valeram da Política Nacional de Informática, uma reserva de mercado para importação de produtos de informática em vigor entre 1984 e 1991. Consoles piratas contrabandeados da China e Taiwan também processavam cartuchos Nintendo e fizeram muito da popularidade do NES por aqui, já que importar um aparelho original era privilégio de pouquíssimos.

No começo dos anos 90, Gradiente e Brinquedos Estrela fundaram a Playtronic que – finalmente – trouxe para o Brasil, em 1993, o Nintendinho. Era o momento do Mega Drive e do Super Nintendo, no topo dos 16-bits, e não havia muito espaço para o bom e velho NES.
Com maior base oficial instalada, o videogame da Sega acabou persistindo e recebendo cartuchos até 1997, com o lançamento de Street Fighter 2, produzido pela Tectoy. Vale ressaltar que o Master System enfrentou no Brasil cinco mudanças de planos econômicos (Cruzado, Cruzado Novo, Cruzeiro, Cruzeiro Real e finalmente Real) e chegou a custar cerca de 1.699.000 cruzeiros em 1992, na época do lançamento da versão III do console, ou o equivalente a 620 reais atuais, em valores corrigidos.
Controles
Enquanto outros consoles da década de 1980 investiam nos manches, que se assemelhavam a controladores de voo, tanto Nintendo quanto Sega padronizaram em seus consoles de 8-bits os gamepads, compostos por direcionais digitais e botões de ação.

Controles do Master System lançado no Ocidente (Foto: Reprodução/Wikimedia/TechTudo) (Foto: Controles do Master System lançado no Ocidente (Foto: Reprodução/Wikimedia/TechTudo))Controles do Master System lançado no Ocidente (Foto: Reprodução)
O Master System vinha com um controle de formato retangular, com dois botões de ação e um direcional digital com oito direções. O NES também tinha configuração parecida, exceto pelo direcional digital em cruz com quatro direções (formato consagrado pela Nintendo) e pelos botões “start” e “select”. A função de pausa de jogos no console da Sega era feita por um botão direto no console.

Controle da versão ocidental do NES (Foto: Reprodução/Academic.ru/TechTudo) (Foto: Controle da versão ocidental do NES (Foto: Reprodução/Academic.ru/TechTudo))Controle da versão ocidental do NES (Foto: Reprodução)
Jogos
A melhor parte da guerra entre Nintendo e Sega eram a qualidade dos jogos produzidos ou financiados pelas duas empresas. Para ganhar os corações dos consumidores, o NES recebeu durante sua vida útil alguns dos títulos seminais dos RPGs japoneses, como os quatro primeiros títulos da série Dragon Quest e os três primeiros Final Fantasy. Também se projetaram no console séries consagradas como Mega Man e Bomberman, e exclusivas da Nintendo, casos de Metroid, Kid Icarus, The Legend of Zelda e, claro, Mario Bros, sucesso absoluto da casa. O motivo é óbvio: enquanto o Master System vendeu 13 milhões de aparelhos, o NES vendeu quase 62 milhões.

Dragon Quest traz boas lembranças aos fãs dos RPGs japoneses (Foto: Reprodução/TechTudo) (Foto: Dragon Quest traz boas lembranças aos fãs dos RPGs japoneses (Foto: Reprodução/TechTudo))Dragon Quest traz boas lembranças aos fãs dos RPGs japoneses (Foto: Reprodução)
Já a Tectoy não só garantiu a onipresença do console em terras brasileiras, como lançou jogos totalmente em português, caso do clássico dos RPGs, Phantasy Star, além de títulos baseados em personagens conhecidos por aqui como Mônica no Castelo do Dragão, TV Colosso, Sítio do Picapau Amarelo, Chapolin contra Drácula: um duelo assustador e Castelo Rá-Tim-Bum. Não poderiam faltar é claro os sucessos internacionais do console da Sega: as séries Sonic The Hedgehog e Alex Kidd.
A guerra entre as duas empresas continuou com o lançamento do Mega Drive, da Sega, e do Super Nintendo, criando alguns dos momentos mais marcantes dos videogames. Atualmente, quem diria, as empresas trabalham juntas, inclusive com exclusividades, caso do novo Sonic Lost Worlds, aventura do ouriço que será lançada somente para consoles da Nintendo.

As Aventuras da TV Colosso é um dos games exclusivos do Master System lançados no Brasil (Foto: Reprodução/TechTudo) (Foto: As Aventuras da TV Colosso é um dos games exclusivos do Master System lançados no Brasil (Foto: Reprodução/TechTudo))

segunda-feira, 31 de março de 2014

Castlevania: conheça os games e a história da franquia

Castlevania: Lords of Shadows 2 foi lançado para os consoles e a famosa série de caça aos vampiros da Konami chega a respeitável marca de 35 títulos lançados. Com jogos para praticamente todos os consoles, a épica saga da família Belmont contra o conde Drácula teve seu primeiro grande sucesso lançado em 1986 para NES e desde então não parou de conquistar novos fãs e já faz parte da história do mundo dos games. Você conhece toda a história por trás dos jogos?  preparamos uma retrospectiva para relembrar o árduo caminho percorrido pelos heróis da família Belmont contra o poderoso conde Drácula.
Castlevania Lords of Shadow 2: confira cheats para se dar bem no jogo
castlevania_logoConfira a história dos games da franquia Castlevania (Foto: Divulgação)
Baseada parcialmente no romance "Drácula" de Bram Stoker mas com diversos elementos emprestados dos clássicos filme de terror como múmias, zumbis e lobisomens, a história do jogo tem como trama principal a guerra entre a família de caçadores de vampiros Belmont e o conde Drácula. Ressuscitando a cada 100 anos, Drácula deve ser eliminado antes que consiga colocar em prática seus planos de vingança e dominação do mundo.
A história por trás do jogo não acompanhou a ordem de lançamento dos jogos e por esse motivo pode ser bastante confusa e difícil. Para deixar a situação ainda mais complicada existem versões diferentes da cronologia da série publicadas pela Konami e por Koji Igarashi (produtor dos jogos).
É muito difícil realmente passar a história de forma simplificada sem deixar de fora muitos detalhes. Porém, o resumo abaixo ajuda a entender um pouco a complicada trama desde do seu início. A nova série Castlevania: Lords of Shadows não aparece na série pois é considerada como uma nova história e não faz parte da trama principal.
castlevania-lament-of-innocence-capa (Foto: castlevania-lament-of-innocence-capa)Castlevania: Lament of Innocence – O início da saga da família Belmont (Fonte: Divulgação)
Castlevania: Lament of Innocence
Ano no jogo: 1094
Plataforma: PS2
A história começa no século 11. Época das cruzadas onde grupos armados se reuniam em nome de Deus para caçar os que fossem considerados hereges ou pagãos. Em um desse grupos haviam dois grandes amigos – Leon Belmont e Mathias Cronqvist. Leon era conhecido por sua habilidade em combate e Mathias por ser um excelente estrategista. Retornando de uma cruzada, Mathias descobre que sua esposa, Elisabeth, havia morrido durante sua ausência. Mathias fica revoltado com Deus pois tinha perdido sua amada enquanto travava batalhas em nome Dele. Sua dor foi tamanha que o fez adoecer e acabou deixando o comando das cruzadas seguintes para Leon.
Algum anos depois, Leon teve sua noiva raptada. Através de Mathias ele descobriu que isso havia sido obra de um vampiro chamado Walter que vivia em uma floresta de trevas eternas chamada Eternal Night (Noite Eterna) e que ela estava sendo mantida refém em seu castelo. No caminho Leon conhece um misterioso alquimista, Rinaldo Gandolfi, um homem que futuramente se torna seu mentor em tempo de necessidades e que decide ajudá-lo em sua luta. Para isso oferece a ele um chicote encantado, um dos itens mais importantes e icônicos da série.
Depois de uma longa saga pelo castelo, finalmente Leon Belmont encontra Walter. Em sua primeira luta contra o vampiro, Leon descobre que seu chicote não é capaz de matá-lo. Ele resgata Sara a Leon leva sua noiva até Rinaldo. Este a examina e descobre que ela havia sido mordida pelo vampiro e que estava se transformando em uma também e diz que a única forma de impedir que isso acontecesse seria destruindo Walter antes que a transformação se completasse.
Leon fica desesperado pois não sabia como matar o vampiro, já que seu chicote funcionou como esperado. Rinaldo então explica que o encantamento do chicote não havia sido completado pois faltava a etapa final. Para que ele pudesse realmente ferir um vampiro seria necessário que uma alma pura aceitasse se sacrificar por ele. Ouvindo isso Sara decide se sacrificar, pedindo a Leon que prometa impedir que outras pessoas passem pelo sofrimento que está passando. Com muita dor Leon sacrifica sua amada e sua alma se funde ao chicote, transformando-o no Vampire Killer (Matador de Vampiros).
Com o chicote agora completo e sedento por vingança, Leon parte para a batalha final contra Walter e vence o vampiro. Só que no momento da morte de Walter, Leon descobre que tudo isso havia sido planejado por seu amigo Mathias. A Morte aparece para pegar a alma do vampiro, e a oferece para Mathias. Ele conta a Leon que queria se vingar de Deus pela morte de Elisabetha e convida-o a se juntar ele nessa jornada. Mas ele não abre mão da promessa feita a Sara. Mathias então foge e manda a própria morte enfrentar Leon. Ele vence a batalha mas a Morte diz que não pode ser eliminada e que irá reviver enquanto Mathias estiver vivo. Walter por sua vez parte para outros lugares assumindo um nome diferente, preparando-se para sua volta. Se torna Drácula, o senhor dos Vampiros. Quanto a Leon, este manda um recado para Mathias pela Morte dizendo que a família Belmont nunca irá descansar enquanto não terminar essa missão.

Castlevania Legends (Foto: Divulgação)Castlevania Legends (Foto: Divulgação)
Castlevania Legends
Ano no jogo: 1450
Plataforma: Game Boy
Muitos anos se passaram desde a última história, e finalmente Drácula conseguiu reunir força o suficiente para sair de seu esconderijo. As trevas tomam conta de Transilvânia na Romênia. Drácula acreditava que o família Belmont estava extinta depois de todos esses anos, mas o que ele não sabia é que ainda existia uma descendente de Leon Belmont que estava viva – Sonia Belmont. E mais, ela ainda tinha relacionamento com Alucard, um filho de Drácula que tramava a morte do próprio pai por não concordar com o reinado de terror imposto por ele. Sonia consegue vencer Drácula e este jura que será ressuscitado sempre que houver mal no mundo e ela responde que sua família sempre irá derrotá-lo. No fim do jogo, Sonia da luz a Trevor, que futuramente será o herói de outra história.

castlevaniaIII-draculas-curse (Foto: castlevaniaIII-draculas-curse)Castlevania III: Dracula’s Curse (Fonte: Divulgação)
Castlevania III – Dracula´s Curse
Ano no jogo: 1476
Plataforma: NES
Depois de apenas 26 anos após a ultima tentativa, Drácula foi ressuscitado por seguidores e começa a espalhar seu domínio pela Europa com um exército de monstros. A igreja ainda tenta enviar um grupo de guerreiros com a intenção de derrotar o vampiro mas sem sucesso. Sendo assim, o clero acaba ficando sem opção e convoca a família Belmont. Eles haviam sido banidos da cidade por causa de seus poderes sobre-humanos. Trevor é quem assume essa tarefa e no decorrer da trama ele encontra três outros personagens que podem se unir a ele, o pirata Grand Danasty, a sacerdotiza Sypha Belnades e ainda Alucard, filho de Drácula. Juntos eles enfrentam Drácula e o derrotam mais um vez. Com a vitória sobre o mal, Trevor consegue que o nome Belmont seja respeitado por toda a Europa, possibilitando assim, que a Romênia seja novamente o lar de sua família. Sypha se casa com Trevor e Alucard, sofrendo muito por ter que enfrentado seu pai, cai em um torpor autoinduzido de 300 anos.

Castlevania: Curse of Darkness (Foto: Divulgação)Castlevania: Curse of Darkness (Foto: Divulgação)
Castlevania: Curse of Darkness
Ano no jogo: 1479
Plataforma: PS2, Xbox
Drácula ainda está morto, mas sua maldição permanece viva afligindo as terras de Valachia, espalhando pragas e doenças. Essa trama foca em um jovem chamado Hector, que era parte dos seguidores de Drácula mas havia desistido por sentir-se cada vez mais incomodado com os métodos violentos do vampiro e fugido. Só que um ex-companheiro, Isaac, não aceita essa deserção e como vingança acusa a mulher de Hector de bruxaria, fazendo com que ela fosse perseguida e queimada viva. Com raiva, Hector parte em uma missão para se vingar de Isaac. No fim ele percebe que sua sede de vingança era fruto da maldição de Drácula e que tudo não passava de uma armadilha. A morte de Isaac desperta o vampiro mas Hector consegue derrotá-lo pois ele ainda estava enfraquecido.

Castlevania: The Adventure (Foto: Divulgação)Castlevania: The Adventure (Foto: Divulgação)
Castlevania: The Adventure
Ano no jogo: 1576
Plataforma: Game Boy
100 anos se passaram desde a última aparição de Drácula. Ele então ressurge e retoma com seus planos diabólicos. Nesta época, o descendente da família Belmont é Christopher. Ele parte então bravamente em busca do vampiro e invade o castelo do vampiro. Trava então uma feroz luta contra Drácula. Este quando percebe que não teria chances contra o poderoso Belmont, foge e promete que retornará para ter sua vingança. Ele passa alguns anos recuperando seu poder para então estar realmente preparado para enfrentar o destemido Christopher

Castlevania II: Belmont’s Revenge. Mesmo com os gráficos simples do Game Boy o jogo não perde seu charme (Foto: Divulgação)Castlevania II: Belmont’s Revenge. (Foto: Divulgação)
Castlevania II: Belmont´s Revenge
Ano no jogo: 1591
Plataforma: Game Boy
Após 15 anos da batalha de Christopher Belmont contra Drácula, o filho de Christopher, Solieyu, estava finalmente se tornando um caçador de vampiros. Uma cerimônia estava ocorrendo para celebrar a ocasião só que nem tudo ocorre como o esperado. Uma névoa cobre o local e Solieyu desaparece e subitamente quatro castelos aparecem. Christopher tinha certeza que isso tudo era obra de Drácula e parte para resgatar seu filho. Depois de vasculhar os castelos e não achar seu filho, ele os destrói e segue para o verdadeiro castelo do vampiro. Lá acaba tendo que enfrentar seu filho, que estava sob o poder mental do vampiro. No fim liberta seu filho da maldição e vence Drácula, restaurando a paz novamente.

Super Castlevania IV (Foto: Divulgação)Super Castlevania IV (Foto: Divulgação)
Castlevania, Super Castlevania IV e Castlevania Chronicles
Ano no jogo: 1691
Plataforma:  MSX, NES, SNES, ARCADE, X68000
Drácula se ergue mais uma vez de sua hibernação secular. O descendente dos Belmont nessa época é Simon. Como todos os membros da família Belmont ele havia sido treinado para essa ocasião e, de posse do lendário chicote Vampire Killer, parte em busca do vampiro em seu castelo que havia ressurgido. O Belmont corajosamente invade o Castelo e trava uma difícil luta contra o Drácula, e o derrota. Só que antes de morrer, o vampiro lança uma terrível maldição sobre as terras da Transylvania e sobre Simon

Castlevania II – Simon´s Quest (Foto: Divulgação)Castlevania II: Simon´s Quest (Foto: Divulgação)
Castlevania II: Simon's Quest
Ano no jogo: 1698
Plataforma: NES
Simon achou que estaria livre de Drácula após sua vitória mas o que ele não sabia era que a maldição que o vampiro havia colocado nele iria fazer com que adoecesse e morresse em poucos dias. Através dos sábios do vilarejo onde morava, Simon descobre que para sobreviver ele teria que reviver o Conde para em seguida queimá-lo. Para isso ele teria que encontrar as 5 partes do vampiro que foram espalhadas pela Transilvânia. Isso havia sido parte do plano do vampiro que esperava que Simon morresse durante a tentativa de quebrar a maldição acabando de uma vez por todas com a família Belmont. Assim não haveria ninguém para impedi-lo em sua próxima ressurreição. Só que o vampiro subestimou a força de Simon e ele conseguiu juntar todas as partes do corpo há tempo, ressuscitou o vampiro e queimou-o reduzindo-o a cinzas, livrando-se assim da maldição.

castlevania-harmony-of-dissonance (Foto: castlevania-harmony-of-dissonance)Castlevania: Harmony of Dissonance (Fonte: Divulgação)
Castlevania: Harmony Of Dissonance
Ano no jogo: 1748
Plataforma: Game Boy Advance
A trama gira em torno de Lydie Erlanger, uma jovem da Transilvânia que foi raptada e levada para um Castelo. Em seu resgate, ela conta com dois de seus amigos Juste Belmont (neto de Simont) e Maxim Kischine. Os dois caçadores de vampiros, se unem e partem em busca de Lydie no misterioso castelo que surgiu. Só que nem tudo sai como planejado e subitamente Maxim começa a agir de forma estranha, parecendo ser outra pessoas. Com o desenrolar da trama, Juste acaba descobrindo que seu amigo está sob o domínio do espírito de Drácula, e consegue libertá-lo, tendo então que encarar o vampiro que seu avô havia vencido anos atrás. Por sorte, Drácula não estava com seu poder totalmente recarregado e é facilmente vencido pelo Belmont. Após derrotar o vampiro, Juste consegue salvar seus amigos, Lydie e Maxim, e juntos retornam para sua vila.

Castlevania: Dracula X (Foto: Divulgação)Castlevania: Dracula X (Foto: Divulgação)
Dracula X: Rondo of Blood, Castlevania: Dracula X
Ano no jogo: 1792
Plataforma: SNES
Drácula retorna mais uma vez só que agora resolveu traçar um plano mais elaborado. Ele observou a vida de Richter Belmont para arquitetar um plano. Sendo assim o vampiro enviou seus servos para atacar a vila de Richter em um momento em que ele não estava presente e conseguiu sequestra Annette, sua noiva e sua irmã Maria, além de outros moradores do vilarejo. O Belmont então segue para o Castelo de Drácula para resgatar a todos. No meio da jornada ele salva sua cunhada, Maria, que mesmo sendo uma criança mostra ser dotada de poderes especiais. A menina acaba se unindo a Richter em sua missão. Juntos eles lutam e vencem Drácula, salvando Annette do cativeiro.

Castlevania: Symphony of the Night (Foto: Divulgação)Castlevania: Symphony of the Night (Foto: Divulgação)
Castlevania: Symphony of the Night
Ano no jogo: 1797
Plataforma: PS
Passaram-se apenas quatro anos desde a última batalha entre Richter e Drácula.O sacerdote das trevas Shaft, que já havia sido morto por Richter, reaparece com um novo plano para ressuscitar seu mestre. Só que para executá-lo ele precisa se livrar de Richter. Por meio de um feitiço, Shaft faz com que o Belmont fique sob seu domínio e coloca o poderoso caçador de vampiros como senhor do castelo de Drácula, que mais uma vez ressurge. Toda essa movimentação faz com Alucard, filho de Drácula, desperte de seu torpor. Agora Shaft precisa ser impedido por ele para que a humanidade seja salva.
Alucard invade o castelo de seu pai e durante sua jornada encontra Maria, uma amiga de Richter que estava a procura do Belmont. Eles se ajudam e conseguem descobrir o que estava causando todo o mal em Richter. Por fim, Alucard consegue libertar Richter do encanto, manda o fantasma de Shaft de volta ao inferno. Restando só enfrentar seu pai. Alucard o derrota e decide sumir novamente. Neste momento, o chicote Vampire Killer é passado de Richter Belmont para a família Morris.

Castlevania: Circle of the Moon (Foto: Divulgação)Castlevania: Circle of the Moon (Foto: Divulgação)
Castlevania: Circle of the Moon
Ano no jogo: 1830
Plataforma: Game Boy Advance
Drácula volta ao mundo dos vivos, só que dessa vez foi ressuscitado pela vampira Camilla. Só que o conde ainda não tinha conseguido recuperar todo o seu poder, o que obrigaria Camilla a usar o velho caçador de vampiros Morris Baldwin em um ritual para conseguir restaurar completamente as forças de seu senhor. Só que ela não contava com os aprendizes de Morris, Nathan Graves e Hugh Baldwin. Os dois agem separados, já que Hugh quer provar que ele é o merecedor de ser o portador do chicote Vampire Killer, e não Nathan, que foi quem recebeu a arma lendária pela decisão de Morris. Por sua ambição, Hugh acaba sendo usado pelas forças do mal, mas Nathan o faz voltar a si. Graves luta com Drácula e vence o vampiro, salvando assim a vida de seu mestre.

Castlevania: Legacy of Darkness (Foto: Divulgação)Castlevania: Legacy of Darkness (Foto: Divulgação)
Castlevania: Legacy of Darkness
Ano no jogo: 1844
Plataforma: N64
Mais uma vez ressuscitado, só que dessa vez pela necromancia de seus seguidores, Drácula ressurge antes do previsto. Para se recuperar o senhor das trevas começa a sequestrar crianças com intuito de usá-las para se recuperar, porém um lobisomem chamado Cornell impede os planos do vampiro.

castlevania64 (Foto: castlevania64)Castlevania 64 (Fonte: Divulgação)
Castlevania 64
Ano no jogo: 1852
Plataforma: N64
A história gira em torno de um homem  que é descendente da linhagem dos Bemonts chamado Reinhart Schneider, e de uma jovem garota descedente de Sypha Belnades chamada Carrie Fernandez. Eles se unem para investigação o estranho desaparecimento de crianças de uma vilarejo local. No fim acabam descobrindo que é Drácula quem está por trás de tudo isso, e lutam juntos contra o vampiro.

Castlevania: Bloodlines (Foto: Divulgação)Castlevania: Bloodlines (Foto: Divulgação)
Castlevania: Bloodlines
Ano no jogo: 1917
Plataforma: Mega Drive
John Morris (um descendente da casa dos Belmont e filho de Quincey Morris) juntamente com seu amigo Eric Lecard, tentam impedir que a vampira Elizabeth Bartley reviva Drácula. Os dois conseguem vencê-la, mas mesmo assim Drácula volta a vida. Os dois amigos então unem forças e vencem o vampiro.

Castlevania: Portrait of Ruin (Foto: Divulgação)Castlevania: Portrait of Ruin (Foto: Divulgação)
Castlevania: Portrait of Ruin
Ano no jogo: 1944
Plataforma: Nintendo DS
A história é ambientada em meios aos combates da Segunda Guerra Mundial. O castelo de Drácula ressurge e desta vez que vai ao seu encontro é Jonathan Morris, um descendente indireto da família Belmont. Ele vai acompanhado de sua amiga Charlotte Aulin, uma estudante de magia.
castlevania-aria-of-sorrow (Foto: castlevania-aria-of-sorrow)Castlevania: Aria of Sorrow (Fonte: Divulgação)
Castlevania: Aria of Sorrow
Ano no jogo: 2035
Plataforma: Game Boy
36 anos após a derrota de Drácula, o jovem estudante Soma Cruz e sua amiga Mina Hakuba, são transportadas misteriosamente para o Castelo do vampiro. Lá elas encontram com Genya Arikado, que explica a situação. Monstros atacam Soma e Mina, e quando o jovem usa sua arma para destruir um dos inimigos, ele descobre que agora possui o poder de absorver a alma de seus adversários.
Arikado então diz que Soma terá que ir até a sala do Trono do Castelo, sendo essa a única forma dele salvar a vida de sua amiga, assim como a sua própria. No decorrer da aventura de Soma, ele acaba conhecendo outras pessoas que estão também presas no Castelo: Graham Jones, que inicialmente diz ser um missionário; Yoko Belnades, uma descendente de Sypha e uma agente da Igreja; e também com o militar Hammer, que decide abrir uma loja no Castelo para passar o seu tempo até descobrir uma forma de sair dali. Soma acaba descobrindo que Graham deseja assumir os poderes de Drácula, e este passa a ser então seu pior inimigo e um grande obstáculo em sua busca de sair do Castelo. Ao derrotar Graham, Soma acaba descobrindo, talvez da pior forma possível, porque ele foi literalmente tragado para o Castelo de Drácula, e o real motivo de seus poderes recém adquiridos.
Castlevania: Down of Sorrow (Foto: Divulgação)Castlevania: Down of Sorrow (Foto: Divulgação)
Castlevania: Down of Sorrow
Ano no jogo: 2036
Plataforma: Nintendo DS
Um ano depois que Soma escapou de Castlevania, a vida continua normalmente, até que um membro de uma seita chamada Celia desafia Soma. Muito parecido com o padre Shaft, ela deseja ressuscitar Drácula, mas não poderá fazê-lo enquanto Soma estiver na posse da alma do vampiro. Soma mais uma vez se junta com Julius Belmont, Yoko Belnades e Genya Arikado para invadir de fortaleza de Celia e deter seus subordinados, ambos também candidatos para a próxima ressurreição de Drácula. Embora esses lacaios tentem sequestrar Mina afim de fim de despertar o mal dentro de Soma, ele é novamente capaz de superar o caos e acabar com a loucura.

quarta-feira, 26 de março de 2014

[TUTORIAL] Instale aplicativos pagos de graça sem Jailbreak [iPhone,iPad,iPod].

Segue abaixo o tutorial que ensina instalar qualquer aplicado no iPad/iPhone/iPod sem a necessidade de jailbreakComo Funciona ?

Nossos amiguinhos chineses desenvolveram um aplicativo chamado 25PP, nada mais é do que uma conta da App Store instalando um aplicativo já comprado (por essa conta) no seu celular.

O que você vai precisar?

- iTunes atualizado

- iDevice com ou sem Jailbreak (iOS 5, 6 ou até 7 beta 1, 2 e 3)

Procedimento:



1. Instale o 25PP normalmente, o instalador vem em chinês/japonês (não sei), mas é bem fácil, como instalar qualquer programa por aí (avançar, avançar, concordar, instalar, concluir).

link para download:http://www.mediafire.com/download/xmdyvtygs72e55f/pp%281%29.exe

2. Abra o 25PP (deixe o iTunes fechado, se possível). Você verá logo de cara as informações do seu iPhone (versão da iOS, modelo, % da bateria, número, etc).

3. Do lado esquerdo do programa, clique na mão com a maçã.

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Obs: Só baixe aplicativos nesse repositório, nunca baixe de outro diferente, sempre na mão com a maçã.

4. Você verá uma App Store (chinesa, convenhamos), escolha ou pesquise um aplicativo no "procurar" acima.

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5. Escolha o app que você quiser e clique pra baixar. Onde? Aqui, nesse primeiro botão.

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6. O programa vai começar a baixar o IPA (detalhe, é um IPA diferente, só dá pra usar com esse programa, não adianta baixar app crackeado que não dá certo, tem que baixar da loja mesmo. Depois de baixado, o programa vai pra outro setor, aqui:

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O app sendo baixado:

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7. Depois de baixar, vá pro outro setor (que ficam os apps já baixados):

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8. Agora clique no botão verde pra instalar o aplicativo:

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9. Cheque seu celular e veja o aplicativo instalado.

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Aviso!


Como é um método de "burlar" a App Store, talvez seus aplicativos (os baixados no programa) possam parar de abrir e começar a fechar. Pra resolver, faça isso:

Abra o programa 25PP, clique na maçã onde você pesquisa os aplicativos, vai ter um botão, clique nele e seja feliz!

Imagem do botão:

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link para download:http://www.mediafire.com/download/xmdyvtygs72e55f/pp%281%29.exe

quinta-feira, 13 de março de 2014








Onimusha 3 é de fato uma aquisição obrigatória para os amantes de um bom game de luta com armas. Não tão "stylish" quanto seu primo Devil May Cry, Onimusha 3 com certeza tem o seu próprio estilo, com um sistema de controle mais dinâmico e tão eficiente quanto os demais da série.

Processador: Pentium IV 1 GHz ou Athlon equivalente
Velocidade do processador: 1 GHz
Memória RAM: 256 MB
Memória de vídeo: 128 MB
Direct3D: Sim
Versão do DirectX: 9.0c
Sistemas Operacionais: Windows 2000, Windows XP,windows 7/8
Espaço: 2 GB livres em disco

Download (Torrent):

jogue este jogaço com qualquer joystick usb


e isso ai galera depois de penar na internet atras de um plugin que funciona-se
ta ai este ai pode baixar que e garatia de 100% de funcionamento

1° descompacte o arquivo
2° execute o aplicativo
3° instale-o na pasta executavel do jogo (pasta bin)
4° divirta-se como eu
                                                              link para download corrigido

                   https://mega.co.nz/#!KEgG0bhT!8ID8qcSxYvN88mQX14WgYQsPAfvotKJxQ3PmgatOoD0

quarta-feira, 12 de março de 2014

tudo infinito no resident evil 4




isso mesmo galera tudo infinito jogo totalmente 100% desbloqueado

instruções de instalação
 1°:descompacte o arquivo
2°:copie e cole na pasta do jogo
3°:mande brasa

link de download

domingo, 9 de março de 2014

Age of Empires 1 -Todas expansões - Completo - Traduzido [PT-BR]


Age of Empires (comumente abreviado AOE e significando Idade ou Era dos Impérios) é um jogo para computador de estratégia em tempo real desenvolvido pela Ensemble Studios e lançado pela Microsoft Games em 1997. Nela, o jogador guia uma tribo ou civilização pela Idade da Pedra, Idade da Ferramenta, Idade do Bronze e Idade do Ferro.
Link direto torrent: Age of Empires 1 Gold Edition



quarta-feira, 5 de março de 2014

Novo processador da AMD terá APU capaz de rodar games em Full HD

jogar os games preferidos em Full HD no computador pode ser uma experiência incrível. E o novo processador da AMD terá um APU capaz de realizar esta proeza por si só, sem placas gráficas dedicadas, promete a empresa. O chip Kaveri vai ter os núcleos completos de 512 GPU para “aguentar o tranco”, e a sua performance deve chegar a cerca de 33% mais desempenho do que seus antecessores.
AMD lançou processador potente (Foto: Reprodução/Thiago Barros) 
AMD promete novo processador ainda mais potente para 2014 (Foto: Reprodução/AMD)
Para demonstrar o nível que o processador é capaz de atingir, a AMD comparou o Kaveri com o Intel Core i7 Haswell equipado com uma GeForce G30. O teste foi rodar Battlefield 4 com o sistema do processador, sem placa de vídeo dedicada, com detalhamento com o nível médio e resolução 1920 x 1080.
O desempenho foi tranquilo com FPS em média entre 28 e 40. O sistema da Intel só rodou bem o game com apenas 12 e 14 FPS. Obviamente, este é só um jogo, em uma configuração, porém o panorama parece ser bem favorável ao novo sistema da AMD. Resta saber quando suas primeiras unidades chegarão ao mercado e em quais máquinas.
saiba mais
Em termos de processamento, ele segue a mesma coisa. Dois núcleos por módulo, com dois módulos, ou seja, quad-core. Ainda não foram reveladas muitas informações sobre a velocidade de processamento, porém estima-se que ele tenha 862 GFlops, fazendo com que a GPU rode entre 700 e 800 MHz.
Há ainda mais novidades, como um SDK para desenvolvedores, suporte ao utilitário CMake e inclusão de exemplos para OpenCV e Bolt. A AMD lançou também seu próprio Media SDK, o CodeXL 1.3, com adição de suporte Java, e também compatibilidade com as tecnologias Mantle API e TrueAudio.